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16 abril 2012

A ilha do dr. Moreau, de H. G. Wells

"O estudo da natureza deixa um homem tão despido de remorsos quanto a própria natureza." (p. 98)

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Durante os períodos do ano de não-férias, minha atividade como leitor se resume basicamente a sair catando feriados prolongados espalhados pelo semestre, na tentativa de encontrar potenciais tempos disponíveis para a leitura de livros mais prazerosos que alguns daqueles vistos na faculdade. Por isso, sempre que surge no horizonte um recesso como o da Páscoa, por exemplo, escolho um título da minha pilha de livros para ler e o devoro. Desse jeito procuro sair do pretexto de que só é possível mergulhar na literatura nos períodos em que não estamos estudando ou trabalhando.

No feriado da semana passada, vislumbrei uma ótima oportunidade para ler o clássico A ilha do dr. Moreau (The island of Doctor Moreau, 1896), um livro que já estava há algum tempo em minhas mãos. Lançado recentemente pela Alfaguara com a qualidade editorial indiscutível de sempre, o romance, mistura de ficção-científica com história de aventura, foi escrito pelo icônico H. G. Wells no final do século XIX, antes de seu famoso O homem invisível e depois do ousado A máquina do tempo.


Sinopse: À deriva, sem esperanças de sobreviver em alto-mar, Charles Prendick é resgatado por um navio em missão das mais incomuns: levar a uma pequena ilha no Pacífico algumas espécies de animais selvagens. Ainda debilitado, Prendick é obrigado a desembarcar no local junto com o carregamento. Lá, ele conhece a figura do dr. Moreau – um cientista que, exilado por suas pesquisas controversas na Inglaterra, realiza experimentos macabros com seus animais.


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Uma rápida olhada na sinopse de A ilha do dr. Moreau já sugere que o romance se localiza precisamente na interseção entre as histórias de aventura em lugares exóticos e a dita ficção-científica pura. Naquela época, as histórias que narravam as peripécias dos protagonistas em terras distantes, geralmente povoadas por seres desconhecidos e hostis, encontrou uma ligação com a literatura considerada "racional", guiada por promissores avanços na ciência – o que hoje, talvez, podemos chamar de gênero do techno-thriller. O livro que li nesse feriado se encontra justamente no meio dessas duas vertentes: aventura e ficção-científica.

Além de entreter o leitor com o relato simples e aventuresco do protagonista – que narra toda a sua estadia na selvagem ilha de Moreau –, Wells promove diversas reflexões a respeito dos mais variados assuntos, como a origem das convenções sociais, o lado obscuro e cruel da pesquisa científica, a desumanidade do processo colonizador e a evolução das espécies segundo Darwin, dentre outras coisas. Essa importância bidimensional da obra, por assim dizer, dá um grande valor ao romance, uma vez que pretende sair da mesmice dos assuntos da ficção-científica (que naquela época se voltavam muito para o espaço sideral e o futuro) e entrar também no mundo da aventura, da ação e do suspense, costurando esse tecido todo com a linha fina das reflexões sociais e políticas.


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Cena de uma das várias adaptações para o cinema. Essa é de 1996, com os atores Marlon Brando e Val Kilmer


A história mesma do livro, por si só, já suscita uma grande reflexão no leitor, pelo simples fato de que – pelo menos para a época – ela era extremamente original e provocadora: chegou a ser duramente criticada pelo jornal The Guardian, que acusou o livro de fazer uma sátira ao Criador. Mesmo tendo sido escrito há mais de um século, A ilha do dr. Moreau é um livro atual e embala algumas polêmicas recentes. A idéia de modificar fisiologicamente seres vivos, com o intuito de provar algo ou simplesmente experimentar, encontra suas bases nos avanços contemporâneos da biomedicina e da biotecnologia, ainda que hoje uma experiência do naipe da de Moreau seja eticamente inviável.

O único pecado do livro é não ter aprofundado muito a filosofia por trás da história e os personagens que compõem a trama. O próprio Moreau, por exemplo, seria uma figura muito mais marcante caso fosse melhor explorada, da mesma maneira que o Capitão Nemo, em Vinte mil léguas submarinas, foi. O isolamento de Moreau, em parte voluntário, em parte forçado, sua excentricidade e sua fixação pelas metas das pesquisas científicas dariam excelentes panos de fundo para um desenvolvimento melhor de sua personalidade. O mesmo se pode dizer de Prendick, de cujo passado o leitor conhece apenas alguns detalhes irrisórios. Montgomery, espécie de enfermeiro e braço-direito de Moreau, é talvez o personagem mais complexo da história, com todos os seus dilemas, paixões e decepções destilados rapidamente aqui e ali.


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Duas edições de A ilha do dr. Moreau: a primeira faz parte da coleção "Mestres do Horror e da Fantasia", e a segunda, da "Clássicos Ilustrados", adaptada.


Uma obra contemporânea que lembra bastante o livro de Wells é a não menos clássica Jurassic Park – O parque dos dinossauros, do saudoso norte-americano Michael Crichton – um escritor cuja imaginação prolífica não o deixava abaixo de nenhum ficcionista do final do século XIX. Embora as duas histórias tenham diferenças óbvias que as colocam em lugares distintos, ambas possuem uma miríade de detalhes em comum, sendo que a mais destacada delas é: alguém usa o isolamento natural de uma ilha para criar seres através da tecnologia científica, o que, não obstante, sai terrivelmente errado.

Ainda que seja um título mais voltado para a ação e o entretenimento, os capítulos finais (especialmente os dois últimos) são os responsáveis por elevar a obra a patamares mais densos. De qualquer modo, é um romance de importância literária indiscutível, uma parábola provocativa sobre evolução, humanidade e ciência, além de envolvente relato de suspense. A ilha do dr. Moreau certamente tem seu lugar reservado nos arquivos dos grandes clássicos mundiais.

08 abril 2012

Filme: Xingu (2012)

Ontem pela tarde eu deixei os livros de literatura de lado e fui ao cinema conferir, junto com um amigo, a mais recente e comentada produção nacional, Xingu – dirigida pelo gabaritado Cao Hamburger, considerado pela crítica como um dos melhores diretores do país, apesar de sua por enquanto curta carreira.

Em linhas gerais, posso dizer que o filme resume os principais meandros da saga dos três irmãos Villas-Boas no coração da Floresta Amazônica, em sua inusitada missão de estabelecer contato com os povos indígenas espalhados naquela região. O que começa como uma simples "busca por aventura" (nas palavras do próprio Cláudio Villas-Boas) acaba se transformando em um verdadeiro compromisso humanista, já que os três irmãos passam a se identificar plenamente com as culturas indígenas e a buscar uma solução para a questão problemática que, naqueles tempos de expansionismo industrial, foi levantada: o que fazer com os índios brasileiros? Educá-los e torná-los civilizados, livrar-se deles como se sequer existissem ou preservá-los, com toda a sua bagagem cultural?

Os irmãos apostaram nesta última opção, e o filme, de um modo geral, retrata a luta que eles tomaram para si com o objetivo de garantir os direitos aos povos indígenas presentes no território do nosso país, o que culminou na criação do Parque Nacional do Xingu – cujos 50 anos de existência foram comemorados em 2011.

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De início, não há como se deixar enganar: o tom aventuresco do filme – que o próprio pôster claramente se encarrega de exibir – está presente em toda a obra, desde o início até o fim da narrativa. A idéia de uma expedição a lugares exóticos, o contato com civilizações diferentes e desconhecidas, a paixão pela exploração geográfica, os mapas sendo traçados na tela (a la Indiana Jones) e fantásticas tomadas de paisagens da floresta e dos rios dão a Xingu um elemento essencial que caracteriza o filme: o apelo à aventura. E é justamente esse apelo que fisga o telespectador, que o convida à história, que o faz mergulhar no mesmo universo fascinante que os irmãos mergulharam há meio século.

É precisamente nesse ponto que entra a sensibilidade dos produtores do filme. Porque, mesmo com esse elemento aventuresco tão saltado aos olhos do telespectador, o que verdadeiramente subjaz é a carga dramática, não só da missão humanista encabeçada pelos irmãos, mas do contato mesmo com as tribos indígenas que até então eram desconhecidas pelo homem branco. É quando se explora esse drama que o filme ganha força e consistência. A cena da primeira aproximação dos irmãos com os índios, por exemplo, é relevante não pelo caráter da aventura, mas pelo sentido que isso tem para nós, brasileiros; quando vi tal cena, a primeira coisa em que pensei foi "É tão estranho o fato de haver outras pessoas no nosso território que nós, ditos civilizados, consideramos inferiores, por uma mera questão de grau, não de essência".


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Cláudio Villas-Boas dividindo, junto com os índios, os territórios a serem ocupados pelas diferentes tribos no Parque Nacional


Sem soltar nenhum tipo de spoiler, eu gostaria de deixar aqui a minha impressão sobre a última cena do filme. Que cena! Na minha opinião, ela captura todo o cerne do choque entre as civilizações, todo o desentendimento humano que surge desse conflito, numa única tomada sem palavras ou diálogos… Apenas com um olhar que traduz toda a comunicação deficiente entre o homem branco e o indígena. Realmente é uma cena muito bem feita. Quem já assistiu sabe do que estou falando.

Em suma, me alegra muito saber que o cinema nacional possui uma vertente que se preocupa não só com as boas idéias, mas também com a qualidade da produção dos filmes. Xingu é um exemplo dessa vertente. Com uma trilha sonora impecável, roteiro consistente, história relevante, fotografia excelente e atuações marcantes – com destaque para Maiarim Kaiabi, um indígena que dá shows de interpretação –, o filme dirigido por Hamburger dá esperança mesmo aos que mais desacreditavam do cinema nacional, como eu.

É isso, Brasil. Mostre os bons filmes que você sabe fazer.


A seguir, o trailer do filme.

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18 março 2012

A questão do desestímulo à literatura nas escolas

Toda semana da minha vida parece conter em si um episódio que me faz pensar muito sobre como as coisas andam na nossa sociedade. Geralmente são acontecimentos simples, até meio bestas, irrisórios, mas que conseguem me lançar em uma verdadeira consideração sobre alguns aspectos cotidianos. Às vezes estou até distraído; mas quando esses eventos ocorrem, não consigo mais pensar em outra coisa senão no que eles despertaram em mim.

Ontem de manhã, participei de uma aula sobre pesquisa em banco de dados virtual na universidade. Essa é uma aula que, dentre outras coisas, nos ensina a acessar e usar os bancos de informação existentes no meio acadêmico relacionado às mais diversas áreas. Alguns domínios, como o Academic Search Elite, por exemplo, permitem ao aluno da universidade acessar artigos e livros científicos internacionais, publicados em várias revistas e periódicos de outros países. Aquele que domina a língua inglesa tem, praticamente, um mundo de conhecimento à sua frente.


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Quem tem medo de literatura clássica?


Mais ou menos no final da aula, a instrutora (uma jovem e inteligente bibliotecária) admitiu que, como ainda tínhamos algum tempo livre, queria nos mostrar "uma coisa interessante". Acessando o domínio do Portal da Pesquisa, ela começou a listar na nossa frente dezenas de títulos nacionais do campo da literatura clássica: "E isso aqui", ela disse, rolando a tela do computador em que aparecia uma miríade de links, "isso aqui nos permite ter acesso a grandes obras nacionais, aquelas que vocês leram no Ensino Médio, como Iracema, Dom Casmurro e O cortiço". Vi nomes como Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e João do Rio.

Atrás de mim, uma menina resmungou: "Argh!"

Não tive como deixar de pensar que isso resume como a maioria das nossas escolas, ao invés de incentivarem o gosto pela leitura nacional consagrada, só tornam as coisas mais difíceis. Entendo que, quando os tempos mudam, mudam-se os gostos, e é no mínimo ingenuidade querer que os jovens de hoje apreciem e se deleitem com livros que foram escritos há um século, obras românticas que possuem linguagem arrastada, floreada e de difícil compreensão. Não é a idéia certa querer que louvem Machado de Assis ou José de Alencar. Não.

O problema é que nossos colégios de Ensino Médio (ou a maioria, devo frisar, para não cair em generalizações) não estimulam da maneira como deveriam a leitura e, principalmente, o respeito pelos clássicos brasileiros. Eu mesmo vim de um colégio do Ensino Médio cuja única preocupação era resumir as obras em estudos dirigidos e em simulados que sempre castravam nove décimos do valor artístico do livro. Pelo que soube mais tarde, através de colegas que estudaram em outras instituições, a realidade é a mesma nas mais diversas escolas do Brasil: transforma-se grande obras nacionais em apostilas de estudo, que você não deve ler por prazer, mas decorando cada capítulo como se fosse uma questão de vestibular em potencial.


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Edição de Iracema e O cortiço: por que tanta aversão por parte dos jovens?


Como eu disse, a relação dos jovens com os clássicos deve estar para além do gosto pessoal. É o que eu acho. Não penso que os adolescentes brasileiros do século XXI devam idolatrar Castro Alves, por exemplo, ou Visconde de Taunay. Mas eles devem, sim, entender a importância desses autores para a construção da nossa literatura – e da nossa identidade, conseqüentemente. E o respeito aos grandes clássicos é o mínimo que devemos exigir.

O que acontece é que a maioria dos professores não explica a importância do livro, seu contexto histórico, quando foi escrito, por quem foi escrito e, principalmente, com que finalidade foi escrito. A única coisa que dizem é: "Leia e estude, porque isso é questão de vestibular". Às vezes, destilam a biografia do autor de maneira sistemática e seca, transformando-a em dados a memorizar. Não há uma pessoa sequer que se sinta à vontade com isso. Por que reclamar dos jovens, se são as escolas que criam essa lógica, na maioria das vezes?

Aí aparece um suposto entendido do assunto e coloca uma pergunta na avaliação do tipo: "O que Machado de Assis quis dizer com 'olhos de cigana oblíqua e dissimulada'"? A resposta certa, aquela que deveria ser estimulada, é: nada que possa ser resumido em um item de questão objetiva. Mas quem vai se atrever a educar nossos alunos a partir desse princípio?

11 março 2012

O Brasil dos absurdos: a polêmica do Ecad

Depois de terem sido recentemente abalados pelos projetos de lei internacionais do SOPA e do ACTA – que visam censurar meios diversos de compartilhamento de arquivos na web e, inclusive, foram os responsáveis pelo fechamento de alguns sites hospedeiros como o Megaupload –, a Internet e o seu princípio de democracia sofreram mais um ataque legislativo esdrúxulo e sem fundamento. Dessa vez, estamos falando do âmbito do Brasil – o país das pessoas que, pelo visto, tentam ganhar dinheiro de todas as formas possíveis, mesmo que para isso atropelem o bom-senso e cheguem a apelar para uma legislação suspeita.

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No dia 7 de março de 2012, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) enviou uma cobrança de nada menos que R$ 352,59 para o proprietário do blog de design Caligraffiti, cobrança esta que seria apenas o início de uma taxa mensal do mesmo valor, caso os responsáveis pelo site continuassem a compartilhar vídeos do YouTube e do Vimeo. Naturalmente, o dono do blog argumentou que aquela idéia feria o princípio do trânsito livre de arquivos na Rede, mas o Escritório revidou com o seguinte argumento:

"O direito de execução pública no modo digital se dá através do conceito de transmissão presente no art. 5º inciso II da Lei 9.610/98, em que transmissão ou emissão é a difusão de sons ou imagens, por meio de ondas radioelétricas; sinais de satélite; fio, cabo ou outro condutor; meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético. Portanto, isso inclui a internet".

Em outras palavras, poderiam dizer que, se o YouTube paga uma taxa pelo fato de permitir o compartilhamento de vídeos na Internet (atuando como transmissor de obras com direitos autorais), os blogs particulares, que divulgam esse mesmo conteúdo, deveriam pagar também. Mensalmente, uma quantia extorsiva de 350 reais. Na visão do Ecad, os blogs atuam como retransmissores, e os vídeos que são divulgados por eles contam como uma nova execução.

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Não demorou muito para que o caso repercutisse na mídia internacional. A revista de finanças Forbes, por exemplo, definiu a legislação brasileira como "absurda" e "extravagante", aplicando leis obsoletas que não se adequam mais aos tempos modernos. Para tornar a situação mais irritante ainda, sabe-se que o Ecad é um órgão privado e que, como todo órgão dessa natureza, almeja o lucro. É impensável que um órgão privado tenha sido eleito o responsável pela fiscalização do compartilhamento de obras com direitos autorais no Brasil.

Para quem ainda não está convencido de que o Ecad abusa da legislação e a interpreta de uma maneira totalmente favorável a ele, basta citar dois casos para lá de ridículos. No primeiro, um casal de jovens do Rio de Janeiro foi notificado por executar músicas em sua cerimônia de casamento. No segundo, uma rede de hotéis do Rio Grande do Sul foi intimada a pagar uma multa porque os hóspedes estavam ouvindo música dentro de seus quartos (!!!). Em ambos os casos, de acordo com a revista online Consultor Jurídico, os respectivos tribunais de justiça dos estados foram contra a decisão do Escritório. Felizmente.

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De qualquer modo, quanto ao caso dos vídeos compartilhados em blogs, o próprio Google Brasil já se pronunciou a respeito. Para a felicidade dos donos dos sites – e para alívio geral, na verdade – o Google diz que o Ecad não tem o direito de cobrar pelos vídeos que são transitados pelos blogs, pelo simples fato de que eles não estão sendo retransmitidos. O vídeo continua hospedado no YouTube, e o blog serve apenas como uma divulgação em potencial – mas quem continua reproduzindo é o YouTube, mesmo que essa reprodução se dê no domínio do blog. Cobrar os blogs por essas transmissões seria como cobrar alguém por estar escutando rádio em um volume alto: você está apenas compartilhando uma música que está no poder de uma emissora.

Mesmo que o problema esteja aparentemente resolvido com a colocação do Google, eu gostaria de finalizar essa crônica com uma observação extremamente pertinente do jornalista Ricardo Geromel, colaborador brasileiro na Forbes, que diz o seguinte:

"São necessários segundos para começar um blog usando o Wordpress ou o Tumblr. Embedar um vídeo em uma página é tão fácil quanto copiar e colar. Uma criança de 10 anos pode fazer isso tranqüilamente. Mas, no Brasil, blogueiros podem ter de pagar US$ 200 por mês por divulgar vídeos do YouTube em seus sites, mesmo que o YouTube do País já pague direitos autorais. E, de acordo com as absurdas leis de direitos autorais do Brasil, isso está surpreendentemente certo".

Portanto, nesse país onde as coisas absurdas são facilitadas pelas mais diversas instituições, é de bom tom tomar cuidado com o seu dinheiro. Porque há pessoas que estão de olho nele e farão de tudo para consegui-lo, mesmo que para isso tenham de se passar por ridículas.

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E aqui vai o vídeo de uma das minhas músicas preferidas, Alegria, Alegria, de Caetano Veloso. Tenham um bom dia!

Álbum: Caetano Veloso (1967)