
Há alguns dias terminei a leitura de Cem Dias Entre Céu e Mar (1995), estréia literária do conhecidíssimo aventureiro Amyr Klink.
Comprei a edição da Companhia das Letras versão "para bolso". Eu já vinha colocando o olho nesse livro há algum tempo, mas, sem explicação, deixei para adquiri-lo somente agora. Não me arrependi de maneira alguma - ou melhor, me arrependi de não tê-lo comprado antes.
O livro é muito bom. É simples, pequeno (menos de 200 páginas), mas realmente cativante. Nele, Amyr narra a inaudita viagem que fez sobre um barco a remo cruzando o Atlântico Sul. Todos os detalhes da aventura estão muito bem retratados.
A seguir, um trecho de que gostei bastante:
E então pude constatar como tão poucas coisas eram suficientes para viver em paz e bem.
(...)
Ao se encaminhar para um objetivo, sobretudo um grande e distante objetivo, as menores coisas se tornam fundamentais. Uma hora perdida é uma hora perdida, e quando não se tem um rumo definido é muito fácil perder horas, dias ou anos, sem dar conta disso.
(...)
Nada de sacrifícios extremos ou esforços impossíveis. Nada de grandes sofrimentos. Ao contrário, basta apenas o simples, minúsculo e indolor esforço de decidir.